terça-feira, 7 de outubro de 2008

Escrever

«Escreve-se para começar não se sabe o quê
talvez para abafar uma interrogação surda
ou a suspeita de que o poema não corresponde a nada
ou a certeza de que é inadmissivel
Mas as palavras surgem e ligam-se através dos intervalos brancos
para se reconhecerem e reconhecerem o mundo
e desenharem o rosto anónimo em que seremos o que não somos
E assim exercemos a liberdade de não ser nada
que é talvez a liberdade de uma inflexão
um pouco remota e vagarosamente vacilante
mas o que sentimos para além das cinzas e da cal
é a efémera matéria redonda que não sabemos se é invenção ou descoberta
e que talvez seja só a forma nua de umas palavras
que não pertencem a ninguém
e que se algo dizem é o olvido branco em que desaparecem».
António Ramos Rosa

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Ler o mundo...

Estou atenta ao que se diz no mundo. A revista Veja, uma das maiores revistas da imprensa mundial, desenha novos contornos para a economia financeira. Muito de repente voltámos às questões magnas das dicotomias - Economia /Politica - Marxismo / Capitalismo - Direita / Esquerda.
Volto ao essencial do pensamento: existe um paradigma novo. Valerá, por isso, mais a pena, ler, ver e ouvir o mundo, segundo o novo, novos paradigmas.
Não faz sentido voltarmos a referenciais projectivos caducos. O mundo tornou-se plural. Plural nas dinâmicas, nas relações, nos conteúdos. Plural significa muitos ao mesmo tempo. É assim que se escreve o mundo. Todos diferentes, todos iguais.
Não tenhamos medo de pensar, reflectir, analisar o futuro.

domingo, 5 de outubro de 2008

O Sol e a Morte

Envolvo-me apaixonadamente com este livro: O Sol e a Morte, Diálogos entre Hans-Jurgen Heinrichs e Peter Sloterdijk, traduzidos por Carlos Correia Oliveira e editados pela Relógio d'Agua.
«Sob o signo da forma redonda, geometricamente perfeita, que até hoje chamamos, com os Gregos, esferas e, mais tarde, com os Romanos, globo, desenrola-se e esgota-se a aventura amorosa da razão ocidental com o mundo como totalidade».

sábado, 4 de outubro de 2008

Inquietação

Há em mim uma certa inquietação. Não sei dizê-la. Tentei abraçá-la mas ela disse não. Vou ouvi-la. As inquietações ouvem-se, atentamente. Há nelas uma brisa que fere o pensamento.

leio o mundo


Que fato nos cabe? Nenhum nos tem servido...
©
Fotos de Sandra Nobre

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Na Biblioteca

Um Homem Sem Qualidades

Robert Musil

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O Mundo faz-me saudades

Tenho saudades do mundo.